UM DESABAFO!!

foto: Dani e Basher Quase todos os dias ouço: “cachorro não pode entrar”. Explico que o Basher é um cão guia e eu deficiente visual e que a Lei Federal nº. 11.126/2005 autoriza que entremos juntos em todos os locais. Ora, ele está comigo porque me guia e não por outro motivo. Mas isso ocorre em restaurantes, bares, supermercados, shoppings, em todo canto. E hoje aconteceu uma coisa que me deixou chateada, embora aconteça com freqüência: um motorista de táxi não quis nos levar. Disse: “se o cachorro for eu não levo, ele é muito grande”. Expliquei que ele era um cão guia, que levá-lo era obrigatório, mas não teve jeito. Sei que essas dificuldades acompanham todas as coisas boas que o Basher me traz. A independência, inclusão social. O carinho e a companhia, a segurança, o sorriso que ele põe no meu rosto tantas vezes ao dia. O motivo desse desabafo é para que mais pessoas tenham informação e isso mude um dia. Todos por um mundo mais inclusivo. Direito de acesso com o cão guia é direito fundamental da pessoa com deficiência. Conto com vocês!! Dani, Hoje, 12 dezembro!
Escrito por Zé às 21h59
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Anjo Basher

Anjo, vem e me liberta. Uma série de possibilidades e caminhos a serem explorados. Um mundo novo, antes inimaginável. Você me faz acreditar que posso, perder o medo. Ensinou-me a confiar em mim e em você. Talvez essa tenha sido a parte mais difícil da nossa bonita relação: aprender a deixar que você me levasse, guiasse. E assim descobri que a vida pode sim ser diferente. Que dar uma volta com você pela rua pode me fazer sentir tão feliz e realizada como nunca imaginei. Aprendi que consigo cuidar de você e além de ter me surpreendido com isso, pois sempre recebi cuidados, conheci a sensação de retribuir todo o carinho e dedicação que você tem por mim. Todos os dias quando acordo de manhã, percebo que cada dia é uma nova chance e oportunidade de melhorar, também pudera, sentir a sua alegria me dá sempre um bom motivo para continuar, para ver o lado bom da vida, para começar bem e agradecer por cada dia. Brincar com você me faz sorrir, me faz feliz, me faz acreditar. Deitar a cabeça no seu colo me traz paz, tranqüilidade, segurança. Basher, meu cão guia, companheiro, anjo da guarda, a melhor coisa desse mundo. Amigo que ajuda a fazer amigos. Pessoas encantadoras que, sem você, passariam despercebidas pela minha vida. Fecho os olhos e lhe vejo correndo, feliz. Engraçado: acho que só a partir do momento que passamos a caminhar juntos é que realmente perdi o medo de um dia não enxergar mais nada. Dani
Escrito por : às 20h04
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São Tantas Emoções!
E por falar nisso…
Nem contei pra vocês que na semana passada o Diesel e eu fomos ao show do Rei! Olha, devo confessar que não é exatamente o meu estilo de música favorito, mas, o show é é realmente maravilhoso. Fui porque ganhei os convites de presente de um amigo e inclusive tinha um para minha mãe. Se eu pensasse em não ir com certeza não estaria agora aqui para escrever esse post, porque ela teria me matado! Ela adorou o show e o Diesel, como sempre, fez o maior sucesso. Ah, ficamos na tribuna de honra, de frente pro palco. Que chato, né… Tinha umas 9 mil pessoas e ouvi-las cantando as músicas junto com o Roberto Carlos foi mesmo emocionante, uma energia incrível. E quando estávamos indo embora… Vocês não acreditam! O encontro com o outro Rei! Isso mesmo… A Lenda… Diesel e eu conhecemos o Rei Pelé! PS Foi tão engraçado ele tentando convencer o Diesel a posar pra foto… Beijos e até! Thays www.thaysmartinez.wordpress.com
Escrito por : às 19h56
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FAÇA A SUA DOAÇÃO AO IRIS!TAX DEDUCTION IN THE U.S. Individuals and Corporations in the U.S. interested in making donations to social projects in Brazil through BrazilFoundation, may deduct their donation upon presenting a receipt provided by the foundation, according to US IRS Section 501(c) 3 of the Internal Revenue Code EIN (Employer Identification Number) 13-4131482. Not-for-Profit organizations constituted legally in Brazil can receive donations from donors in the U.S. in a secure and trustworthy manner through BrazilFoundation. The donor makes the donation to BrazilFoundation, which then directs the funds to the beneficiary organization following verification as required, thus acting as a fiscal agent. These donations are also deductible from U.S. tax return. faça a sua doação para o projeto cão guia de cegos no Brasil do instituto IRIS com dedução no imposto de renda AMERICANO!Pessoas físicas e jurídicas interessadas em doar para projetos sociais do IRIS no Brasil através da BrazilFoundation podem deduzir nos Estados Unidos o valor de suas doações, de acordo com a Seção 501(c)3 do Código do Imposto de Renda Americano EIN (Employer Identification Number) nº 13-4131482. Tal deducação requer a apresentação de recibo emitido pela fundação. O instituto IRIS – Organização sem fins lucrativos legalmente constituída no Brasil pode receber doações provenientes dos EUA de forma confiável e segura através da parceria com a BrazilFoundation. O doador fará a doação em nome da BrazilFoundation, que em seguida repassará os recursos para o IRIS que será a instituição beneficiada, atuando como um agente fiscal (fiscal agent). se você reside ou possui negócios nos EUA, pode ajudar financeiramente o IRIS, com direito a dedução no imposto de renda americano! não deixe para depois. O Instituto IRIS desenvolve o projeto cão guia de cegos no Brasil e precisa muito da sua ajuda, sua atitude e solidariedade faz toda a diferença!
Escrito por Zé às 22h05
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Links da semana
Como promessa e divida, aqui estou para postar os links do que foi esta semana para estes meninos celebridades. Beijos e lambeijos de Ju and Principe Charlie Dani and Gato Basher
Escrito por JÚ & Charlie às 19h21
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Cães celebridades
Gente, hoje venho contar sobre alguns momentos de fama de duas pequenas estrelas caninas. Claro e evidente que falo de príncipe Charlie e gato Basher. Embora seja um cão, sua dona (Dani) o acha um gato e de fato e mesmo. O meu, tambem não fica atrás, pois se trata de um príncipe canino lindo e maravilhoso... Sendo assim, cercadas de tantos gatos e príncipes, foi então que na semana passada estas duas figurinhas lindas tiveram dois dias de celebridade. Nesta semana, no dia 29/07/009, acontecera a estréia de uma opera e por conta de ser uma obra acessível com o recurso de audiodescricao, nos convidaram para participar de uma sessões de fotos onde uma delas já foi disponibilizada na revista Veja no caderno da Vejinha. Confiram na Veja desta semana!!! http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2123/caes-guia-vao-opera-486866.html Depois no outro dia tiramos mais fotos, mas estas ainda não sabemos onde saira, pois foram enviadas para vários veículos de comunicação. Caso eu saiba mais de algum lugar, venho aqui contar para vocês! Após a segunda sessão, decidimos (Dani e eu), que merecíamos brindar a mais uma conquista bebericando um café gelado cheio de muito creme, sorvete e outras cositas mas que melhor não citar que so de lembrar pode engordar, (risos). Entao tendo terminado as fotos um tanto quanto cedo, La fomos nos para a Avenida Paulista ao nosso point predileto para descontrair um pouco e nos encher de algumas goluseimas como a que citei acima. Deitados ao nosso lado, os nossos meninos de inicio atentos por observarem o ambiente, logo relaxaram e enquanto eles puxavam um ronquinho mais do que merecido, tagarelamos algumas horinhas sobre diversos assuntos e finalmente nos despdimos e cada um saiu rumo a sua casa afim de terem uma noite de sono merecida depois de tantos flashs e kliques, senta e deita, vira e olha.... Enquanto caminhava em direção ao metro, pensava no quanto era maravilhoso ter um cão guia. E impar a sensação de liberdade, independencia onde decidimos se vamos ou não aceitar uma ajuda. Claro que se eu usasse a bengala também poderia fazer esta opção, mas o que desejo dizer e que com o cão, me parece que esta escolha fica mais tranqüila, pois são raras as vezes que aceito um auxilio. Não faço isto porque sou uma orgulhosa, mas porque de fato não precisa mesmo. Costumo dizer que com o Charlie, enxergo sem ver. As pessoas se aproximam mais e ao se aproximarem,, e como se a quela imagem exteriotipada quem tem da pessoa cega não esistisse naquele momento e para elas nos tornamos uma pessoa “normal”. Talvez o seu conceito sobre a cegueira não mude, mas naquele instante, deixou de ter relevancia. Vejo então que e neste momento que temos a chance de dismitificar tudo o que se pensa a cerca da deficiência visual. E momento que podemos dizer sutilmente o quanto não somos superherois ou coitadinhos... E assim finalizou o nosso dia com alguns agitos... Após a nossa ida na estréia da opera, certamente que virei aqui compartilhar como foi a noite para nos... Segue foto da nossa descontração. Beijos e lambeijos... Ju e Charlie. Descrição da foto: Dani e eu estamos sentadas a mesa de um restaurante e segurando os nossos meninos. 
Escrito por JÚ & Charlie às 16h53
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Escrito por Leonardo às 22h29
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Um ano com o Brami
Prezados, tendo em vista o sucesso que a mensagem abaixo alcançou com meus amigos que a receberam por e-mail, gostaria de compartilhar o conteúdo com o pessoal que acompanha o blog. Abraços, Leo Queridos amigos, Gostaria de roubar a atenção de todos, após tão prolongado silêncio, por um minuto apenas. Gostaria de compartilhar uma lembrança gostosa, estilo baú do tempo: Exatamente um ano atrás, dia 16 de junho de 2008, eu tive meu primeiro contato com um ser quadrúpede, cor de chocolate, que veio a ser meu cão-guia. Um ano atrás, para mim, o relógio ainda apontava dezoito horas, mas o meu corpo sentia como se fossem as vinte e três horas de agora ou mais: um infinito número de horas que pudesse alcançar o cansaço da viagem e a emoção daquele primeiro encontro. Um cansaço que refletia não tanto a exaustão e a insegurança, mas a reflexão e a experiência. De fato. se o passar dos anos traz alguma virtude, é com certeza esta: a de poder cotejar quase tudo o que vivenciamos com os erros e os acertos do passado. E foi assim que naquele dia eu vivi com intensidade o contraste entre dois bichos: um do passado e um do futuro. Lella e Brami. Lembrança e vivência. Sono. Dizer que conheci o Brami naquele dia seria leviandade. É que os cães não são lá muito diferentes das pessoas em muitos aspectos rudimentares. “Esse cachorro tem gênio forte”, foi logo dizendo o treinador. “Melhor não deixá-lo dormir com você esta noite, do contrário você não descansa.” Com o tempo fui descobrindo que Corrado, o treinador, não estava brincando. O Brami tem uma presença forte. Está no nosso mundo e sabe a que veio. A cada dia vejo um Brami que se inventa e reinventa, desigual a si mesmo. Falo dele, mas a verdade é que o espelho me desfere a mesma acusação. Mas o que impressiona é que, entre constâncias e mudanças, já se passou um ano, 365 dias, e foi que de tanto nos reinventarmos, calhou que inventamos parecidos, meio igualzinho de que-nem, meio cara dum e funcinho do outro. Foi surgindo, dia após dia, uma cousa que pouco lembra os mitológicos anos e gestas de minha querida Lella, mas que é um achego que também tem seu aconchego. Longe da áurea maternal e protetiva, perto do vigor exuberante que só a camaradagem entre amigos explica. Aquela camaradagem ora agressiva, ora complacente, ora com brigas e rusgas, ora com harmonia inesperada, mas sempre com cumplicidade e eficácia. É daquelas relações em que os amigos encontram espaço para destilar a ira e promover a união. E foi assim que, embora ainda me venham ganas, quase todos os dias, de matar meu animal achocolatado quando ele resolve brigar com toda a população canina do bairro, tenho que admitir que ele se tornou, ao cabo de um ano, meu segundo cão-guia. E aprendeu a desempenhar bem a arte de seu ofício. É ele, e só ele; mais ninguém poderia ocupar esse cargo. Parabéns, Brami, por ter sabido conquistar seu espaço. Um abraço para todos, Leo
Escrito por Leonardo às 22h19
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Escrito por Zé às 19h10
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Basher e Eu no ZENITE
Nesta semana eu e o Basher fizemos um curso de aperfeiçoamento na área em que trabalho. Foi uma jornada de três dias num local diferente daquele que estamos habituados a ir diariamente. E sabe o que foi mais legal, com o endereço e a ajuda de um vidente, vi o mapa na internet e tracei o caminho como nos ensinaram a fazer lá no treinamento: saio do metrô, viro à esquerda, ando até a esquina, atravesso, viro à esquerda, ando até a esquina, atravesso... e DEU CERTO!! Chegamos no endereço direitinho. Fora o frio na barriga, essa sensação de conquista é maravilhosa! O Basher fez um sucesso que só entre os alunos, professores e organizadores do curso. Uma coisa que aconteceu me deixou muito feliz e eu queria compartilhar com vocês: o Basher achou meus colegas do trabalho na hora do intervalo!! Foi lá e me guiou para entrar na rodinha de conversa. Isso que é inclusão social!! Bjs e até a próxima, Dani
Escrito por Zé às 18h55
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a revolução do cão guia 
A revolução do cão-guia Saiba com os cães-guia Boris e Basher mudaram as vidas de Thays Martinez e Daniela Ferrari Kovacs e confira algumas dicas para não cometer uma gafe com os deficientes visuais. E nem com os cães Solange Azevedo O companheiro perfeito Deficiente visual desde a infância, a advogada Thays Martinez fundou o Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (Iris), uma ONG que treina cães-guia 
FOTO: THAYS E DIESEL NOVO COMPANHEIRO O labrador Diesel, de 2 anos, é o segundo cão-guia de Thays Thays Martinez perdeu a visão aos 4 anos – depois de o vírus da caxumba destruir as células de suas retinas. Aos 7, descobriu numa conversa com a professora que, nos Estados Unidos, cães treinados eram capazes de guiar deficientes visuais e se animou com a novidade. “Sempre adorei cachorros e fiquei feliz ao saber que poderia unir o útil ao agradável”, diz. O tempo passou. Thays estudou em colégios públicos, formou-se em direito na Universidade de São Paulo (USP), começou a trabalhar. Só conseguiu o seu primeiro cão-guia há uma década. Boris – uma mistura de labrador com golden retrivier – é americano. Naquele tempo, não havia treinamento de guias no Brasil. “Costumo dividir a minha vida em a.B. e d.B., antes de Boris e depois de Boris”, afirma Thays, aos 35 anos.
A parceria com o cão se tornou tão poderosa que multiplicou a autoestima de Thays e mudou o seu destino. Foi Boris quem lhe deu segurança para deixar a casa dos pais e ir morar sozinha. Também foi ele que lhe encheu de coragem para largar a estabilidade do emprego no Ministério Público e se dedicar a outras áreas do direito. A relação com Boris motivou Thays a processar o Metrô de São Paulo, que proibiu o cão de guiá-la dentro da área da empresa. E a batalhar pela aprovação de duas leis – uma estadual e outra federal – que permitiram o acesso de cães-guia a locais públicos.
Em 2002, Thays fundou o Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (Iris), uma ONG que trabalha para os deficientes visuais. Vinte dos cerca de 60 cães-guia em atividade no Brasil foram importados pelo Íris – sem nenhum custo para os usuários – graças a uma parceria com a ONG americana Leader Dogs for the Blind. O Iris planeja montar um centro de treinamento de guias no Brasil. Para isso, precisa de patrocínio e de voluntários que topem cuidar dos filhotes durante um ano e lhes ensinar boas maneiras. Só depois dessa fase, chamada de socialização, o cão vai à escola aprender as tarefas específicas de guia. A demanda é grande. Na fila de espera do Iris, há 2 mil deficientes aguardando um cão.
Boris se aposentou no fim de 2008. Aos 10 anos, já não tinha tanta disposição para o trabalho. Diesel, um labrador preto de 2 anos, o substituiu. Socializado numa fazenda, o perfil de Diesel combina com o de Thays. Ambos são ativos e adoram caminhar depressa. Sempre que pode, Diesel dispensa escadas-rolantes e guia Thays por degraus fixos. É praticamente um cão atleta. Abre caminho para Thays desviando de obstáculos fixos e móveis. Às vezes, se distrai com animais soltos pela rua e late forte. Thays percebe os mínimos sinais de desatenção do cachorro. “Diesel, não. Go straight” (Vá em frente), afirma Thays. “Good boy!” (Bom menino). Diesel diminuíra o ritmo para espiar ratinhos de brinquedo espalhados no chão por um camelô. Apesar de ser um jovem adulto, Diesel ainda conserva a cara e a curiosidade típica dos filhotes. O melhor presente O cão-guia Basher entrou na vida da paulistana Daniela Ferrari Kovacs há 7 meses, dois dias antes do aniversário dela 
foto: DANI E BASHER AMIGO Daniela Ferrari Kovacs trabalha no prédio administrativo do Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo. Ela recebeu Basher, seu primeiro cão-guia, em novembro do ano passado. A paulistana Daniela Ferrari Kovacs conheceu Basher em novembro do ano passado, dois dias antes de completar 29 anos. “Foi como se eu tivesse tido um filho. Nunca tinha me sentido tão feliz”, afirma. “As pessoas sempre cuidaram de mim. Eu não sabia que também seria capaz de cuidar de um outro ser”. Basher e Dani fazem sucesso por onde passam. Na rua, pedestres param para tirar dúvidas sobre o trabalho do cão ou para elogiar a beleza dele – ou a dela. Alguns cometem o erro de tentar chamar a atenção de Basher e botam em risco a segurança de Dani. Com um sorriso no rosto e a voz doce, ela explica: “Ele é um cão-guia, não pode se distrair”.
Dani fala com felicidade sobre o seu novo companheiro. “Ficamos juntos 24 horas por dia. É mais do que um casamento”. A chegada do cão fez com que as pessoas se aproximassem mais de Dani, e de uma maneira mais cordial. Enquanto ela dá expediente no Tribunal Regional do Trabalho, na região central de São Paulo, Basher repousa sobre um colchãozinho colorido atrás da mesa. Ele tem uns brinquedinhos no escritório até um crachá: “Prestador de Serviços – Basher, cão-guia”. A cada três horas, Dani desce com ele ao “banheiro”. Carrega um saquinho plástico para eventuais resíduos. “Do you wanna go park, Basher?”, pergunta ao cachorro.
Basher é um cão chique: é bilíngue (responde a comandos em português e inglês), viaja de avião, vai ao cabeleireiro, à academia e à terapia. “Se eu soubesse que um cão-guia melhoraria tanto a minha vida, teria procurado um muito antes”, afirma Dani. Fora do horário do expediente, Basher age como um cão comum. Corre pelo condomínio em que Dani mora, na zona oeste de São Paulo, com o cachorro de estimação da família. Virou o xodó dos vizinhos. Ao vestir a coleira-guia, Basher fica mais sério e concentrado. “Quando ele está trabalhando, até parece outra pessoa”, costuma dizer um dos porteiros do condomínio. Algumas dicas de boas maneiras |
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Saiba como se comportar bem ao encontrar um deficiente visual e o seu cão-guia | Deficiente visual Trate-o como as outras pessoas, com delicadeza; Fale num tom normal de voz e diretamente a ele; Ao aproximar, identifique-se. Ao se retirar, diga que está saindo. Dirija-se a ele pelo nome; Se parecer que o deficiente visual precisa de ajuda, se ofereça; Avise de maneira calma e clara caso o deficiente estiver prestes a se envolver numa situação de risco; Num restaurante, leia o cardápio em voz alta. Quando o alimento chegar, pergunte se ele gostaria de saber o que tem no prato e descreva a posição dos alimentos de acordo com as posições do relógio: "seu café está em 3 horas"; Deixe todas as portas abertas ou todas fechadas; Seja sensível ao questioná-lo sobre a deficiência.
Cão-guia É tentador acariciar um cão-guia, mas lembre-se de que ele é responsável por conduzir alguém que não pode ver. O cão nunca deve ser distraído. A segurança do deficiente visual depende do alerta e da concentração do cão; Não tem problema perguntar se você pode acariciar o cão-guia. Muitos usuários gostam de socializar seus cães quando têm tempo; Nunca forneça alimentos ou outras coisas que distraiam um cão-guia. Eles seguem uma dieta especial e são treinados para resistir a ofertas de alimentos; Embora os cães-guia não possam ler sinais de tráfego, são responsáveis em ajudar seus condutores a cruzar a rua com segurança. Chamar um cão-guia ou intencionalmente obstruir seu trajeto pode ser perigoso para a dupla; Não buzine e nem chame o cão-guia de seu carro para sinalizar quando é seguro atravessar; A vida do cão-guia não é somente trabalho. Quando não está com a coleira, ele é tratado como um animal de estimação comum; De tempos em tempos, um cão-guia comete erros e deve ser corrigido. A correção geralmente envolve uma punição verbal juntamente com uma puxada na correia. Não estranhe essas pequenas punições – elas são métodos adequados para treiná-lo.
| Fonte: Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (Iris) revista Epoca |
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI77091-15228,00-A+REVOLUCAO+DO+CAOGUIA.html
Escrito por Zé às 14h58
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Escrito por Zé às 14h54
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COM O BASHER Caminhamos juntos no parque, sem muitos obstáculos, sentindo o barulho das árvores, o vento. Me sinto leve, livre. Vamos para todo canto de metrô sozinhos. Adorei o metrô depois do cão guia. Quando não conheço direito a estação, peço orientação e logo fazemos o percurso sozinhos. É uma autonomia e segurança antes inimagináveis. A primeira vez que desembarcamos sozinhos, eu e o Basher, às seis da tarde, com um monte de gente querendo entrar no trem enquanto eu queria sair, foi o dia mais feliz da minha vida. E ele foi direitinho, abrindo caminho entre as pessoas, foi incrível. O caminho do metrô até o meu trabalho anda cheio de bloqueios e obstáculos, por conta de reformas nas calçadas da região. O Basher desvia de todos, acha o caminho livre e volta à rota usual assim que percebe que é possível. Às vezes, nesse mesmo caminho até o trabalho, paro para tomar café. E quando digo a ele, “vamos parar no café, acha o café Basher” e ele acha a porta e a cadeira para eu sentar, mal dá para explicar a felicidade que sinto. Talvez quem não seja privado de pequenas conquistas cotidianas não consiga imaginar o prazer, a realização que trazem. Falo de conseguir dar uma volta sozinho pela rua, nem que seja um quarteirão, pelo simples prazer de caminhar, parar para tomar um café no caminho, achar a porta e o caixa em um banco, desembarcar e embarcar sozinho no metrô, conseguir andar entre as pessoas numa calçada movimentada… Dá vontade de quebrar barreiras, ir além. Cão guia é uma causa que vale a pena, que muda a vida de muita gente. Percebo que as pessoas não sentem mais pena de mim, como acontecia antes com a bengala. E isso não tem o que pague. Me sinto mais segura, independente, confiante, incluída e feliz. Dani
Escrito por Zé às 14h54
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Basher “cão guia fashion”

Pessoal, tenho uma novidade!! O Basher ganhou um tapete exclusivo no salão de beleza este fim de semana. O tempo está frio, então disseram que um “cliente vip” deveria ter seu próprio tapete, para não deitar no chão gelado. Pode? Se bobear ele tem mais regalias do que eu!! Mas o legal é perceber que ele é muito bem aceito e querido por todos, inclusive as clientes, faz o maior sucesso!! Ah, ele também tem um pote para água e comida que fica lá no cabeleireiro, junto com o tapete! Basher, Basher, “cão guia fashion” esse!! Bjs, Dani
Escrito por Zé às 13h10
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bom dia !

Todos os dias de manhã o Basher, meu cão guia, acorda feliz para me dar bom dia! Mesmo que esteja cedo demais, frio ou chovendo. Não importa o que aconteça, ele está lá, feliz, me dando forças e um bom motivo para sempre começar bem o dia. Obrigada Basher por você fazer parte da minha vida!! Dani & Basher
Escrito por Zé às 16h42
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