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blog CÃO GUIA



SEM O BASHER!!

É como se eu perdesse parte de mim. Morresse um pedaço.

Porque todas as conquistas ficaram pelo caminho e você não está lá a me dar força, a me trazer segurança, amigos e alegria.

A vida se torna menos completa.

Isso só porque meu cão guia esteve doente e não pode me ajudar nos últimos dias, e ainda está passando por um período de recuperação.

E eu não tenho mais aquela sensação: “o Basher está comigo, então tudo bem, eu vou, eu consigo.”

Essa pausa me fez perceber mais ainda o quanto o meu cão guia é importante, por mais que eu já soubesse, eu ainda não havia sido privada da segurança, autonomia, independência, inclusão e todas as coisas boas que ele me traz.

E é por isso que eu venho aqui e peço a todos vocês que colaborem com o Projeto Cão Guia do Instituto IRIS. Há muita gente esperando por um cão guia e a sua colaboração pode ajudar a mudar as coisas.

Todos temos um papel transformador e multiplicador na sociedade!

Obrigada.

Daniela F. Kovács



Escrito por Zé às 16h51
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ATÉ O BASHER CHEGAR...

 
 

               O cão guia não fica com a pessoa com deficiência  desde filhote como muitos imaginam. Durante esse período ele permanece com uma família voluntária, a chamamos de família socializadora. É um papel fundamental no treinamento dos cães guias. Serve para que recebam muito carinho, aprendam boas maneiras e comandos básicos. Aprendem, por exemplo, a não subir no sofá ou na cama e a não pedir comida na hora das refeições. Porque são cães que depois freqüentarão consultórios médicos, hotéis, restaurantes etc. E têm de aprender, desde filhotes, a se comportar de maneira adequada.

               Essa família que, aliás, não precisa ser um pai, mãe e filho, mas sim pode ser uma única pessoa disposta a ajudar o projeto, tem de levar o filhote em treinamento a locais como supermercados, restaurantes, ou seja: locais que ele frequentará depois guiando uma pessoa com deficiência visual. E isso é fundamental para que tenhamos cães guias saudáveis trabalhando no futuro. Imaginem um cão chegando pela primeira vez em um supermercado guiando uma pessoa cega, com certeza ele ficaria tão impressionado com cheiros e movimentações diferentes que esqueceria da pessoa com deficiência...

               Além da falta de recursos financeiros, a dificuldade em encontrar famílias que se disponham a ficar com os filhotes até que completem um ano de idade e possam ir para o treinamento de guia é a maior barreira para ampliar o projeto cão guia do Instituto IRIS de Responsabilidade e Inclusão Social. Imagino que isso se deva à dificuldade que representa devolver os cães ao Instituto ao completarem um ano. Mas é sempre bom lembrar que esse cão terá um papel essencial e transformador na vida de uma pessoa cega, contribuindo para lhe trazer mais segurança, autonomia, independência e inclusão social. E esse cão será muito amado, estejam certos.

               O Basher foi socializado por um presidiário nos Estados Unidos. Trata-se de uma iniciativa que combina a reabilitação de detentos no sistema penitenciário de alguns estados americanos, e a socialização de filhotes que depois trabalharão como guias.

               O meu cãozinho tem um trabalho lindo desde filhote. Quem sabe um dia conseguiremos implantar esse projeto também no Brasil. Quem sabe...

               Por ora, entre em contato conosco para fazer sua doação e/ou socializar um filhote, assim conseguiremos ampliar o projeto e atender mais rápido a fila de espera que possuímos.

               Conto com vocês!!

               Dani Kovács



Escrito por :-) às 22h10
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BASHER, ANJO AMIGO!!

Porque quando estive triste, foi por sua causa que consegui encontrar forças para levantar, continuar. Quem sabe por que você estivesse lá, frágil, precisando de mim, dos meus cuidados, da minha atenção.

E assim me ensinou a sorrir outra vez. Também a andar de novo. Tantas conquistas, anjo amigo.

Seu amor incondicional enxerga através de mim e se aproxima quando quero confessar a dor em uma lágrima. E põe um sorriso no meu rosto, se jogando no meu colo para brincar, como se soubesse que assim eu vou entender que para ser feliz não é preciso muito.

Obrigada, Basher, por me fazer acreditar que a vida pode ser melhor, mais feliz!

 

 

Dani Kovács



Escrito por Zé às 19h22
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Guss, mais uma estrela guia brilha no céu!

A notícia de hoje é bem triste.

Mais um dos nossos anjos de 4 patas se foi na manhã dessa segunda-feira.

Guss, um lindo e especial Golden Retriever que guiou por 3 anos nosso querido amigo Zé Carlos foi ao encontro de outros amigos caninos no céu.

Zé Carlos, saiba que compartilhamos essa dor com você e estamos fazendo nossas orações para que Deus a transforme em uma doce saudade o mais breve possível.

Enquanto isso não acontece, conte com a gente para o que for.

sentimentos de todos os amigos do IRIS.

www.caoguia.net




Escrito por Zé às 23h55
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E DAÍ? EU TENHO O BASHER!!

Talvez meus olhos morram.
Desisti de pensar como será.
Foi importante: mitigou o desespero, se pode ser tão ou mais feliz.
Aceitar, sem preconceito ou sofrimento.
Pouco importa a reação do outro.
Tanta ajuda surgiu, a bondade também pode surpreender.
A bengala: mais amigos e segurança, essencial à independência que se perdia.
A cegueira.
Eu, tão cética à época, pedi, sei lá a quem, mais tempo.
Engraçado! Tive o que queria.
Também tive medo e pena.
Meu futuro que até então se afigurava tão promissor…
Será que o esforço era para mim?
A progressão bate à porta para avisar dos limites.
Sábias palavras: inclusão e integração. A doença, processo natural.
Sim, vejo pouco, não vi, pouco importa.
A dificuldade me torna melhor. Essa é palavra certa?
Palavras, palavras, às vezes me sinto num turbilhão delas. Necessidade de memorizar o que não se vê?
Sabe, é bom ver as pessoas sem aparência.
Eu já quis guardar o pôr-do-sol.
Talvez o externo não tenha mesmo importância, ou tenha…
Não tenho mais medo.
A troca é fundamental. Somos felizes.
Sim, meus olhos podem cegar, e daí?
Eu tenho o Basher, meu cão guia.

Daniela F. Kovács



Escrito por :-) às 18h40
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UM DESABAFO!!

foto: Dani e Basher

Quase todos os dias ouço: “cachorro não pode entrar”.

Explico que o Basher é um cão guia e eu deficiente visual e que a Lei Federal nº. 11.126/2005 autoriza que entremos juntos em todos os locais.

Ora, ele está comigo porque me guia e não por outro motivo.

Mas isso ocorre em restaurantes, bares, supermercados, shoppings, em todo canto.

E hoje aconteceu uma coisa que me deixou chateada, embora aconteça com freqüência: um motorista de táxi não quis nos levar. Disse: “se o cachorro for eu não levo, ele é muito grande”. Expliquei que ele era um cão guia, que levá-lo era obrigatório, mas não teve jeito.

Sei que essas dificuldades acompanham todas as coisas boas que o Basher me traz. A independência, inclusão social. O carinho e a companhia, a segurança, o sorriso que ele põe no meu rosto tantas vezes ao dia.

O motivo desse desabafo é para que mais pessoas tenham informação e isso mude um dia.

Todos por um mundo mais inclusivo.

Direito de acesso com o cão guia é direito fundamental da pessoa com deficiência.

Conto com vocês!!

 

 

Dani, Hoje, 12 dezembro!

 



Escrito por Zé às 21h59
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Anjo Basher

Anjo, vem e me liberta.

Uma série de possibilidades e caminhos a serem explorados. Um mundo novo, antes inimaginável.

Você me faz acreditar que posso, perder o medo. Ensinou-me a confiar em mim e em você.

Talvez essa tenha sido a parte mais difícil da nossa bonita relação: aprender a deixar que você me levasse, guiasse.

E assim descobri que a vida pode sim ser diferente. Que dar uma volta com você pela rua pode me fazer sentir tão feliz e realizada como nunca imaginei.

Aprendi que consigo cuidar de você e além de ter me surpreendido com isso, pois sempre recebi cuidados, conheci a sensação de retribuir todo o carinho e dedicação que você tem por mim.

Todos os dias quando acordo de manhã, percebo que cada dia é uma nova chance e oportunidade de melhorar, também pudera, sentir a sua alegria me dá sempre um bom motivo para continuar, para ver o lado bom da vida, para começar bem e agradecer por cada dia.

Brincar com você me faz sorrir, me faz feliz, me faz acreditar.

Deitar a cabeça no seu colo me traz paz, tranqüilidade, segurança.

Basher, meu cão guia, companheiro, anjo da guarda, a melhor coisa desse mundo.

Amigo que ajuda a fazer amigos. Pessoas encantadoras que, sem você, passariam despercebidas pela minha vida.

Fecho os olhos e lhe vejo correndo, feliz.

Engraçado: acho que só a partir do momento que passamos a caminhar juntos é que realmente perdi o medo de um dia não enxergar mais nada.

Dani



Escrito por : às 20h04
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São Tantas Emoções!

E por falar nisso…

Nem contei pra vocês que na semana passada o Diesel e eu fomos ao show do Rei!

Olha, devo confessar que não é exatamente o meu estilo de música favorito, mas, o show é é realmente maravilhoso.

Fui porque ganhei os convites de presente de um amigo e inclusive tinha um para minha mãe. Se eu pensasse em não ir com certeza não estaria agora aqui para escrever esse post, porque ela teria me matado!

Ela adorou o show e o Diesel, como sempre, fez o maior sucesso.

Ah, ficamos na tribuna de honra, de frente pro palco.

Que chato, né…

Tinha umas 9 mil pessoas e ouvi-las cantando as músicas junto com o Roberto Carlos foi mesmo emocionante, uma energia incrível.

E quando estávamos indo embora… Vocês não acreditam!

O encontro com o outro Rei!

Isso mesmo… A Lenda…

Diesel e eu conhecemos o Rei Pelé!

PS Foi tão engraçado ele tentando convencer o Diesel a posar pra foto…

 Beijos e até!

Thays

www.thaysmartinez.wordpress.com

 



Escrito por : às 19h56
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FAÇA A SUA DOAÇÃO AO IRIS!

TAX DEDUCTION IN THE U.S.

Individuals and Corporations in the U.S. interested in making donations to social projects in Brazil through BrazilFoundation, may deduct their donation upon presenting a receipt provided by the foundation, according to US IRS Section 501(c) 3 of the Internal Revenue Code EIN (Employer Identification Number) 13-4131482.

Not-for-Profit organizations constituted legally in Brazil can receive donations from donors in the U.S. in a secure and trustworthy manner through BrazilFoundation.  The donor makes the donation to BrazilFoundation, which then directs the funds to the beneficiary organization following verification as required, thus acting as a fiscal agent. These donations are also deductible from U.S. tax return.

e-mail : doador@iris.org.br

 

faça a sua doação para o projeto cão guia de cegos no Brasil do instituto IRIS com dedução no imposto de renda AMERICANO!

Pessoas físicas e jurídicas interessadas em doar para projetos sociais do IRIS no Brasil através da BrazilFoundation podem deduzir nos Estados Unidos o valor de suas doações, de acordo com a Seção 501(c)3 do Código do Imposto de Renda Americano EIN (Employer Identification Number) nº 13-4131482. Tal deducação requer a apresentação de recibo emitido pela fundação. 

O instituto IRIS – Organização sem fins lucrativos legalmente constituída no Brasil pode receber doações provenientes dos EUA de forma confiável e segura através da parceria com a BrazilFoundation. O doador fará a doação em nome da BrazilFoundation, que em seguida repassará os recursos para o IRIS que será a instituição beneficiada, atuando como um agente fiscal (fiscal agent).

e-mail : doador@iris.org.br

se você reside ou possui negócios nos EUA, pode ajudar financeiramente o IRIS, com direito a dedução no imposto de renda americano! não deixe para depois. O Instituto IRIS desenvolve o projeto cão guia de cegos no Brasil e precisa muito da sua ajuda, sua atitude e solidariedade faz toda a diferença!

www.iris.org.br



Escrito por Zé às 22h05
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Links da semana

Como promessa e divida, aqui estou para postar os links do que foi esta semana para estes meninos celebridades.

Beijos e lambeijos de Ju and Principe Charlie

Dani and Gato Basher

 
1.  Bom elenco traz a SP a Cavalleria Rusticana - Folha de S. Paulo / Online - ACONTECE - 2009-07-29 - pg:Online

 

2. Concertos - Veja São Paulo / Online - REVISTA - 2009-07-29 - pg:Online

 

3. Uma ópera comentada, para ajudar deficientes - O Estado de S. Paulo - SP - Cidades / Metrópole - 2009-07-29 - pg:Capa, C1 e C10

 

4. Uma emoção que vem pelo som - Jornal da Tarde - SP - Variedades - 2009-07-29 - pg:6D

 

5. São Paulo - Diário do Grande ABC - Sto. André - Roteiro - 2009-07-29 - pg:04

 

6. Bom elenco traz a SP a Cavalleria Rusticana - Folha de S. Paulo - SP - Ilustrada - 2009-07-29 - pg:E9

 

7. Uma ópera comentada, para ajudar deficientes - O Estado de S. Paulo / Online - METRÓPOLE - 2009-07-29 - pg:Online

 

8. Ópera traz recurso especial para cegos - Diário do Comércio - SP - 3° Setor - 2009-07-29 - pg:11
 

 



Escrito por JÚ & Charlie às 19h21
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Cães celebridades

Gente, hoje venho  contar sobre alguns momentos de fama de duas pequenas estrelas caninas. Claro e evidente que falo de príncipe Charlie e gato Basher. Embora seja um cão, sua dona (Dani) o acha um gato e de fato e mesmo. O meu, tambem não fica atrás, pois se trata de um príncipe canino lindo e maravilhoso... Sendo assim, cercadas de tantos gatos e príncipes, foi então que na semana passada estas duas figurinhas lindas tiveram dois dias de celebridade. Nesta semana, no dia 29/07/009, acontecera a estréia de uma opera e por conta de ser uma obra acessível com o recurso de audiodescricao, nos convidaram para participar de uma sessões de fotos onde uma delas já foi disponibilizada na revista Veja no caderno da Vejinha. Confiram na Veja desta semana!!!

http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2123/caes-guia-vao-opera-486866.html

Depois no outro dia tiramos mais fotos, mas estas ainda não sabemos onde saira, pois foram enviadas para vários veículos de comunicação. Caso eu saiba mais de algum lugar, venho aqui contar para vocês!

Após a segunda sessão, decidimos (Dani e eu), que merecíamos brindar a mais uma conquista bebericando um café gelado cheio de muito creme, sorvete e outras cositas mas que melhor não citar que so de lembrar pode engordar, (risos). Entao tendo terminado as fotos um tanto quanto cedo, La fomos nos para a Avenida Paulista ao nosso point predileto para descontrair um pouco e nos encher de algumas goluseimas como a que citei acima.

Deitados ao nosso lado, os nossos meninos de inicio atentos por observarem o ambiente, logo relaxaram e enquanto eles puxavam um ronquinho mais do que merecido, tagarelamos algumas horinhas sobre diversos assuntos e finalmente nos despdimos e cada um saiu rumo a sua casa afim de terem uma noite de sono merecida depois de tantos flashs e kliques, senta e deita, vira e olha....

Enquanto caminhava em direção ao metro, pensava no quanto era maravilhoso ter um cão guia. E impar a sensação de liberdade, independencia onde decidimos se vamos ou não aceitar uma ajuda. Claro que se eu usasse a bengala também poderia fazer esta opção, mas o que desejo dizer e que com o cão, me parece que esta escolha fica mais tranqüila, pois são raras as vezes que aceito um auxilio. Não faço isto porque sou uma orgulhosa, mas porque de fato não precisa mesmo. Costumo dizer que com o Charlie, enxergo sem ver. As pessoas se aproximam mais e ao se aproximarem,, e como se a quela imagem exteriotipada quem tem da pessoa cega não esistisse naquele momento e para elas nos tornamos uma pessoa “normal”. Talvez o seu conceito sobre a cegueira não mude, mas naquele instante, deixou de ter relevancia. Vejo então que e neste momento que temos a chance de dismitificar tudo o que se pensa a cerca da deficiência visual. E momento que podemos dizer sutilmente o quanto não somos superherois ou coitadinhos...

E assim finalizou o nosso dia com alguns agitos...

Após a nossa ida na estréia da opera, certamente que virei aqui compartilhar como foi a noite para nos...

Segue foto da nossa descontração.

Beijos e lambeijos...

Ju e Charlie.

 

Descrição da foto:

Dani e eu estamos sentadas a mesa de um restaurante e segurando os nossos meninos.

 Ju e Dani



Escrito por JÚ & Charlie às 16h53
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Brami após uma semana de convivência



Escrito por Leonardo às 22h29
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Um ano com o Brami

Prezados, tendo em vista o sucesso que a mensagem abaixo alcançou com meus amigos que a receberam por e-mail, gostaria de compartilhar o conteúdo com o pessoal que acompanha o blog. Abraços, Leo

 

Queridos amigos,

Gostaria de roubar a atenção de todos, após tão prolongado silêncio, por um minuto apenas. Gostaria de compartilhar uma lembrança gostosa, estilo baú do tempo:

Exatamente um ano atrás, dia 16 de junho de 2008, eu tive meu primeiro contato com um ser quadrúpede, cor de chocolate, que veio a ser meu cão-guia. Um ano atrás, para mim, o relógio ainda apontava dezoito horas, mas o meu corpo sentia como se fossem as vinte e três horas de agora ou mais: um infinito número de horas que pudesse alcançar o cansaço da viagem e a emoção daquele primeiro encontro. Um cansaço que refletia não tanto a exaustão e a insegurança, mas a reflexão e a experiência. De fato. se o passar dos anos traz alguma virtude, é com certeza esta: a de poder cotejar quase tudo o que vivenciamos com os erros e os acertos do passado. E foi assim que naquele dia eu vivi com intensidade o contraste entre dois bichos: um do passado e um do futuro. Lella e Brami. Lembrança e vivência. Sono.

Dizer que conheci o Brami naquele dia seria leviandade. É que os cães não são lá muito diferentes das pessoas em muitos aspectos rudimentares. “Esse cachorro tem gênio forte”, foi logo dizendo o treinador. “Melhor não deixá-lo dormir com você esta noite, do contrário você não descansa.” Com o tempo fui descobrindo que Corrado, o treinador, não estava brincando. O Brami tem uma presença forte. Está no nosso mundo e sabe a que veio. A cada dia vejo um Brami que se inventa e reinventa, desigual a si mesmo. Falo dele, mas a verdade é que o espelho me desfere a mesma acusação.

Mas o que impressiona é que, entre constâncias e mudanças, já se passou um ano, 365 dias, e foi que de tanto nos reinventarmos, calhou que inventamos parecidos, meio igualzinho de que-nem, meio cara dum e funcinho do outro. Foi surgindo, dia após dia, uma cousa que pouco lembra os mitológicos anos e gestas de minha querida Lella, mas que é um achego que também tem seu aconchego. Longe da áurea maternal e protetiva, perto do vigor exuberante que só a camaradagem entre amigos explica. Aquela camaradagem ora agressiva, ora complacente, ora com brigas e rusgas, ora com harmonia inesperada, mas sempre com cumplicidade e eficácia. É daquelas relações em que os amigos encontram espaço para destilar a ira e promover a união.

E foi assim que, embora ainda me venham ganas, quase todos os dias, de matar meu animal achocolatado quando ele resolve brigar com toda a população canina do bairro, tenho que admitir que ele se tornou, ao cabo de um ano, meu segundo cão-guia. E aprendeu a desempenhar bem a arte de seu ofício. É ele, e só ele; mais ninguém poderia ocupar esse cargo.

Parabéns, Brami, por ter sabido conquistar seu espaço.

 

Um abraço para todos, Leo

 



Escrito por Leonardo às 22h19
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Escrito por Zé às 19h10
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Basher e Eu no ZENITE

Nesta semana eu e o Basher fizemos um curso de aperfeiçoamento na área em que trabalho.

Foi uma jornada de três dias num local diferente daquele que estamos habituados a ir diariamente.

E sabe o que foi mais legal, com o endereço e a ajuda de um vidente, vi o mapa na internet e tracei o caminho como nos ensinaram a fazer lá no treinamento: saio do metrô, viro à esquerda, ando até a esquina, atravesso, viro à esquerda, ando até a esquina, atravesso... e DEU CERTO!! Chegamos no endereço direitinho.

Fora o frio na barriga, essa sensação de conquista é maravilhosa!

O Basher fez um sucesso que só entre os alunos, professores e organizadores do curso.

Uma coisa que aconteceu me deixou muito feliz e eu queria compartilhar com vocês: o Basher achou meus colegas do trabalho na hora do intervalo!! Foi lá e me guiou para entrar na rodinha de conversa. Isso que é inclusão social!!

 

Bjs e até a próxima,

 

Dani

 



Escrito por Zé às 18h55
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